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As principais estradas de São Paulo são totalmente controladas por equipamentos "inteligentes". Câmeras de vídeo, sensores e painéis eletrônicos variáveis monitoram os veículos 24 horas por dia, acelerando o atendimento e melhorando a segurança dos usuários. Por meio deles é possível saber as condições de tráfego e a situação das estradas em tempo real.

 

Tudo isso é possível graças à utilização de cabos de fibra ótica em uma rede multimídia, que permite a transmissão de sinais de áudio, imagem e dados, simultaneamente, em altíssima velocidade. Esses cabos fazem a conexão entre os equipamentos de pista e os centros de controle das estradas, interligando pedágios, postos de apoio (socorro mecânico, guinchos, ambulâncias e equipes de resgate) e a polícia rodoviária. Permitem rastrear os pontos críticos, de maior tráfego ou índice de acidentes, e prestar pronto atendimento aos usuários.

 

Essa tecnologia também permite a operação conjunta de pedágios automáticos, que evita a parada dos veículos nas cabines, como é caso do Sem Parar/Via Fácil.

 

A primeira a implantar a fibra ótica foi a NovaDutra, que administra a Via Dutra, ligação São Paulo-Rio de Janeiro, que iniciou suas operações em 1998.

 

Equipamentos "inteligentes"

Centro de Controle Operacional - A sala de controle comanda a comunicação entre todos os postos de apoio da estrada, acionando socorro mecânico, guinchos, ambulâncias, resgate e polícia rodoviária. Controla também os equipamentos de pista. Nessa sala, pelos computadores e monitores, técnicos acompanham as imagens das câmeras instaladas na rodovia. Também está interligada aos telefones de experiência (call boxes), situados a cada quilômetro da estrada, e às viaturas de apoio.

 

Câmeras de vídeo - Instaladas em postes de 15 metros, as câmeras mais avançadas cobrem até 3 km de pista, girando 360 graus. As mais evoluídas tem sensores de movimento que acionam um zoom (lente de aproximação) quando o veículo pára em seu campo visual. Essa imagem é enviada ao centro de controle e ampliada num monitor ou telão. A partir dela os técnicos podem acionar socorro mecânico, ambulância ou a polícia rodoviária.

 

Telefones de emergência - Distribuídos a cada quilômetro, servem para solicitar socorro e dão informações diversas. Ao acionar a tecla SOS um aviso aparece no monitor da sala de controle e indica o local da chamada. O sistema detecta os recursos existentes na região - como carros de inspeção de tráfego, guinchos, ambulâncias - e emite um pedido de atendimento.

 

Sensores - Instalados junto às pistas, informam sobre fluxo e velocidade do tráfego, poluição em túneis, temperatura, ventos, chuva ou neblina. Com base nisso, o centro de controle emite mensagens de advertência nos painéis eletrônicos, que avisam os motoristas a respeito das condições de tráfego, variações meteorológicas e nível de visibilidade ou indicam rotas alternativas em caso de congestionamento.

 

Radares automáticos - Colocados em trechos de maior velocidade, tém dispositivo infravermelho para fotografar os veículos dia e noite, além de alertar a polícia para bloquear os infratores. Estão interligados à Prodesp, órgão encarregado do processamento das multas que receberá a fotografia digital e enviará o auto de infração aos usuários.

 

Painéis eletrônicos - Instalados no início e em pontos críticos da estrada, exibem mensagens de alerta advertindo sobre condições da pista, acidentes, quedas de barreira e outros problemas. Há também painéis móveis, que são posicionados em locais de obras ou acidentes. Alimentados por energia solar, dispõem de telefone celular e um teclado que permite ao operador inserir mensagens direto do local e se comunicar com o centro de controle.

 

Pedágios automáticos - Um cartão (com chip de radiofreqüéncia) afixado no lado interno do pára-brisa permite aos veículos passar pelas praças de pedágio à velocidade de 40 km/h, sem parar. Quando o carro cruzar a cabine, uma antena captará as informações do veículo contidas no cartão e abaterá automaticamente a taxa correspondente. O valor do pedágio será debitado em uma conta, enviada mensalmente para a casa do usuário.

 

 

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A Microcon detém o know-how para efetuar esse tipo de construção de infra-estrutura ao longo de rodovias, lançamento de fibras por insuflamento de ar, fusão e certificação de fibras óticas.